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Declaração conjunta sobre as metodologias atualizadas dos BMDs para medição da mobilização e do financiamento privado para o desenvolvimento

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A HAIA — Como bancos multilaterais de desenvolvimento (BMDs) e instituições financeiras de desenvolvimento (DFIs), compartilhamos um propósito comum: apoiar o desenvolvimento em mercados emergentes e economias em desenvolvimento. O financiamento privado é uma parte cada vez mais importante da forma como realizamos essa missão, e estamos comprometidos em medir nossa contribuição de maneira confiável, consistente e transparente. Hoje, divulgamos as Metodologias Conjuntas dos BMDs, recentemente revisadas e ampliadas, elaboradas pela Força-Tarefa dos BMDs sobre Mobilização e aprovadas por todas as suas 30 instituições-membro. [i]

 

Essas mudanças respondem ao chamado do G20, apresentado inicialmente na Viewpoint Note de 2024, para “revisar a metodologia conjunta de medição dos BMDs a fim de ampliar a cobertura da mobilização”. [ii]

 

As metodologias revisadas oferecem uma visão mais abrangente de como as instituições-membro disponibilizam financiamento privado para o desenvolvimento. Reconhecendo que o financiamento privado para o desenvolvimento assume diversas formas, a abordagem aprimorada da Força-Tarefa para estimar o impacto dos BMDs nesse quesito vai além da medição da mobilização e passa a incluir dois indicadores adicionais (um deles ainda em desenvolvimento), diferenciados pelo risco assumido pelos investidores, pelo momento em que o financiamento é disponibilizado e pelo fato de um BMD/DFI também financiar ou não a atividade apoiada:

 

  • Mobilização estima o financiamento disponibilizado para um projeto de BMD/DFI no qual o próprio BMD/DFI também fornece financiamento ou garantias, ou para o qual presta serviços elegíveis de assessoria ou apoio à estruturação de transações. 

  • Geração é um novo indicador que estima o financiamento disponibilizado aos BMDs/DFIs para uso em atividades de desenvolvimento e/ou apoio aos seus mandatos de desenvolvimento, com base no balanço patrimonial da instituição, sua classificação de risco de crédito (rating de crédito) ou outros atributos institucionais, independentemente do risco do beneficiário ou da atividade financiada. 

  • E, ainda em desenvolvimento, está a abordagem de Catalisação, que busca fornecer uma metodologia comum para que todos os membros possam estimar o financiamento privado disponibilizado por investidores privados em decorrência de atividades realizadas por BMDs/DFIs ou financiadas por BMDs/DFIs, além do financiamento por conta própria (own account) ou da mobilização.

 

Esses indicadores abrangem todo o ciclo de nosso trabalho, desde o primeiro dólar captado até os investimentos que se concretizam muito tempo após o término de nossas intervenções. Em conjunto, eles permitem contar a história completa de como os BMDs e as DFIs tornam o financiamento disponível para atender às prioridades de desenvolvimento.

 

O pacote das Metodologias Conjuntas dos BMDs divulgado hoje inclui uma visão geral da história e dos conceitos relacionados à medição do financiamento privado por BMDs e DFIs; o Guia de Referência de Mobilização atualizado; o novo Guia de Referência de Geração, que apresenta essa nova metodologia; e uma Nota de Progresso sobre Catalisação, que descreve o estágio atual do trabalho referente a esse indicador. Esses documentos servirão de base para nossos futuros relatórios anuais conjuntos.

 

Os materiais incluem a primeira atualização da metodologia conjunta de mobilização desde 2018. A revisão estabelece princípios aprimorados para definir com maior precisão quais fluxos financeiros podem ser considerados mobilizados; amplia as regras de atribuição para transações que envolvem diversas instituições, ajudando a minimizar a dupla contagem; introduz novos indicadores para mobilização pública e baseada em carteira (portfolio-based mobilization); e delimita de forma clara a definição de serviços de assessoria voltados à mobilização.

 

Além disso, essas revisões da metodologia conjunta de mobilização contribuem para incentivar e capturar os resultados da inovação, atendendo aos pleitos dos acionistas para ampliar o uso de modelos originate-to-distribute, mecanismos de securitização, garantias dos BMDs, instrumentos de transferência de risco e operações de hedge cambial, todos contemplados por orientações novas ou ampliadas na metodologia conjunta atualizada. [iii]

 

Enfrentar os desafios de desenvolvimento da atualidade exigirá um volume de financiamento privado que os BMDs e as DFIs não conseguem oferecer sozinhos. Medir nossa contribuição de forma confiável é a base para tornar isso possível. Esperamos aprofundar o diálogo com nossos acionistas, clientes, investidores e parceiros sobre essas metodologias novas e revisadas nos próximos meses.

 

Emitido pelos membros da Força-Tarefa dos BMDs sobre Mobilização.

 

[i] Em outubro de 2026, a Força-Tarefa era composta pelos seguintes BMDs e DFIs: Banco Africano de Desenvolvimento (AfDB), Banco Asiático de Desenvolvimento (ADB), Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (AIIB), Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe (CAF), Banco Europeu para Reconstrução e Desenvolvimento (EBRD), Associação das Instituições Europeias de Financiamento ao Desenvolvimento (EDFI), Banco Europeu de Investimento (Grupo EIB), Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Corporação Interamericana de Investimentos (IDB Invest), Corporação Financeira Internacional (IFC), Corporação Internacional Islâmica de Financiamento do Comércio (ITFC), Corporação Islâmica para o Seguro de Investimentos e Créditos à Exportação (ICIEC), Corporação Islâmica para o Desenvolvimento do Setor Privado (ICD), Banco Islâmico de Desenvolvimento (IsDB), Agência Multilateral de Garantia de Investimentos (MIGA) e Banco Mundial (WB). A EDFI é composta por: BII (Reino Unido), BIO (Bélgica), Cofides (Espanha), DEG (Alemanha), Finnfund (Finlândia), FMO (Países Baixos), Impact Fund Denmark (Dinamarca), Norfund (Noruega), OeEB (Áustria), Proparco (França), SIFEM (Suíça), Simest e CDP Development Finance (Itália), SOFID (Portugal) e Swedfund (Suécia).

[ii] G20 Roadmap Towards Bigger, Better and More Effective MDBs, Ação 4.3.

[iii] G20 Roadmap Towards Bigger, Better and More Effective MDBs, Ações 4.2, 5 e 9.

 

Sobre o Grupo BID

O Grupo Banco Interamericano de Desenvolvimento (Grupo BID) é a principal fonte de financiamento e conhecimento para melhorar vidas na América Latina e no Caribe. É composto pelo BID, que trabalha com o setor público da região e facilita a atuação do setor privado; pelo BID Invest, que apoia diretamente empresas e projetos privados; e pelo BID Lab, que estimula a inovação empreendedora.